Noticias do Setor de Papel e Celulose

Representantes do setor de papel e celulose prevêem investimentos na ordem de US$ 14,4 bilhões até 2012 para desenvolver sua capacidade produtiva, após obter crescimento de 50% nas exportações do ano passado. O objetivo é expandir o volume de exportações e sanar a demanda interna para diminuir as importações do produto. A indústria nacional de papel e celulose busca uma maior penetração no terreno doméstico e internacional e já ostenta a marca de ser o 7º maior produtor mundial de celulose e 11º no ranking em relação ao segmento de papel. A previsão é de gerar aproximadamente 60 mil novos empregos.

A concretização do projeto prevê a aquisição de carteiras de ações das empresas de papel e celulose pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e a conseqüente venda dos papéis no mercado de renda variável. O capital adquirido através da operação, seria, então, revertido e aplicado no setor. "O primeiro passo nesta direção já foi dado, com o recente anúncio do processo para venda de ações da Votorantim Celulose Papel, pertencentes ao BNDESPar", comemorou o presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Osmar Zogbi em entrevista à Agência Brasil.

Números setoriais revelam o quanto a demanda pelo produto vem crescendo anualmente. A China, o país mais populoso do mundo, é um mercado em ascensão que tem contribuído para alavancar as exportações brasileiras. Ano passado, a Ásia foi o destino final de uma fatia de 28% das exportações de celulose, atrás somente da Europa, que importou 44% do produto brasileiro. Já em relação ao papel, a América Latina ganha em expressividade no mercado verde-amarelo, pois adquiriu 43% da commoditie. Aliás, a exportação ainda será a lenha que manterá aquecido o setor de papel e celulose no ano corrente. Somente a celulose foi responsável por exportar um número previsto pela Bracelpa de US$ 3,1 bilhões, com superávit projetado de US 2,5 bilhões em 2003. Ainda não há perspectivas para 2004, mas analistas do mercado já comentam em crescimento de aproximadamente 10%. Dados sinalizam que até 2005 o intuito é o de exportar US$ 3,8 bilhões.

As principais empresas do ramo no Brasil já estão correndo atrás de uma melhor colocação no ranking do setor e o reflexo do bom desempenho foi sentido na Bolsa de Valores. A Klabin elevou seus papéis em 274% no ano passado. A Suzano subiu 161% e a Aracruz valorizou 65%. Analistas afirmam que é recomendável a compra de ações para 2004. Tudo indica que o setor tende a repetir os bons resultados de 2003, mas ainda há algumas reivindicações ao governo: redução da carga tributária, financiamentos compatíveis com as necessidades setoriais e apoio ã expansão florestal.

Fonte: acionista.com.br

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